• Helen Mazarakis

Mar calmo nunca fez bom marinheiro!

Atualizado: Jul 29

Ouvi essa frase no passado, durante um grande desafio profissional que enfrentei, e nunca mais a esqueci. Ela reverberou na minha cabeça naquela época e, em tempos de pandemia, voltou com força total aos meus pensamentos recorrentes. Aliás, nunca fez tanto sentido como agora. As adversidades muito drásticas costumam funcionar como uma espécie de seleção natural, transformando a maneira como fazemos algo, vivenciamos uma situação e resistimos (ou não) às suas intempéries.

A crise mundial ocasionada pelo coronavírus ainda está em curso e tudo indica que estamos distantes do encontro do tal “novo normal”, mas já é possível visualizar alguns reflexos desse poder catalisador a que me refiro. Nunca, em tão pouco tempo, assistimos a transformações sociais e comportamentais tão profundas, assim como nunca vivemos impactos tão dramáticos como os atuais.

Seguindo a mesma trilha, os negócios, em todos os segmentos, foram submetidos a fortes e variados desafios, que surgiram repentinamente sem mandar comunicado prévio. O mundo parou, as empresas paralisaram suas atividades e novos modelos passaram a emergir para possibilitar a sobrevivência. Com o setor de saúde não foi diferente e, como centro de todas as atenções em meio a uma pandemia, ainda carrega a missão de manter a assistência e o acesso a serviços de todas as naturezas em meio a tantas adversidades.

Mas como fazer tudo isso dentro de um contexto tão incerto, especialmente no Brasil, que possui um baixo índice de interoperabilidade tecnológica e digitalização nesse segmento tão fundamental?

O que temos acompanhado no mercado - especialmente, entre PMEs (pequenas e médias empresas) de saúde - é a aceleração e a adoção de novos canais e tecnologias de baixo custo, mas com grande impacto no curto prazo, que passaram a possibilitar a transformação de modelos, criação de novas verticais de negócios e a tomada de decisão baseada em dados históricos e projetados. Passada a paralisia inicial e natural, na mesma proporção do desafio e tamanho do problema, temos observado a reinvenção do segmento e o surgimento de oportunidades bastante criativas e sustentáveis. Essas boas práticas podem e devem ser compartilhadas para que possamos contribuir para a manutenção das empresas de saúde e formação de “marinheiros” ainda melhores e mais bem preparados para esses novos paradigmas.

Afinal, cuidar da saúde das empresas de saúde é urgente e fundamental.

E por acreditar que a colaboração e o compartilhamento de ideias contribuem para um mercado que necessita de velocidade na retomada, no último dia 16 de julho, o Inlags (Instituto Latino Americano em Gestão de Saúde) realizou um webinar, do qual tive o prazer de participar, em que especialistas discutiram, de maneira prática, direta e simples, caminhos viáveis para as dores atuais dos negócios de saúde. Esse evento pode ser conferido na íntegra no canal do YouTube do Inlags Academy, além de termos reunido todos os detalhes no e-book Terapias Básicas para a Saúde das Empresas de Saúde, disponível para download aqui.

Os desafios e oportunidades estão postos a nossa frente! O grande diferencial será como e em quanto tempo seremos capazes de nos transformar e operar dentro de novas perspectivas. As ferramentas estão disponíveis e a escolha é sempre nossa. Vamos juntos?


Helen Mazarakis

É CEO da UXMed Embaixadora da ABSS (Associação Brasileira de Startups de Saúde)

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